quinta-feira, 9 de julho de 2009



Descansa o meu olhar num bucólico sentimento
Da paisagem que adormece pelos céus em movimento,
É o resto de qualquer coisa que chega ao fim por um instante
De tempo, em que o ser entorpecido, quer guardar como um amante.

Repousa a minha alma no momento pelo seu preenchimento
Ao contemplar tal maravilha que acontece sempre por dentro
Quando o ser a divagar busca ao redor algo diferente
E o tempo quer parar para abrandar a minha mente.

Deitado nessa calma e embalado pelo vento
Dou por mim agradecido pelo amor que me é dado
E deixo o fado para trás e abraço o contentamento.

Já não está lá o que esteve, nem sei se estará o que há-de estar,
Mas a semente persistente permanece vibrante e constante,
Em momentos que o tempo tem por capricho e avante segue adiante.


23 Abril 2008
Álvaro Guilherme

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