terça-feira, 7 de julho de 2009

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM (O.N.U.)


Ao iniciar a leitura dos direitos da O.N.U., verifica-se de imediato que estes Artigos postos na prática como estão à letra, resultaria numa feliz receita, para muitas das maleitas e grandes feridas da humanidade. Desde que a Declaração Universal foi elaborada, tem-se assistido a inúmeras violações destes Direitos do homem.
Logo no Artigo nº1 que passo a transcrever: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade, torna-se evidente que as disparidades sociais de nação para nação, são por exemplo, muito condicionadas pelos valores religiosos, interesses económicos, políticos, etc.
Na realidade as diferenças de cultura e de educação são abismais entre os países chamados desenvolvidos e países de terceiro mundo. A verdade é que os desperdícios alimentares do ocidente (diários!), suprimiam a fome em Africa. A poluição ambiental exercida sobre o planeta tem efeitos devastadores para todos, isto é, para os que lucram economicamente com as industrias e tecnologias poluentes e para a grande maioria dos cidadãos, que com isso apenas ganha emprego por questões de sobrevivência, muitas vezes levando uma vida perfeitamente insatisfatória e muito pouco saudável.
Dotados de razão e consciência, devem agir uns para com os outros com espírito de fraternidade. Bonitas palavras, sem dúvida, mas a realidade é bem mais cruel. Quando assistimos em directo pelos meios de comunicação a guerras umas a seguir às outras e vemos com olhos de distância o sofrimento de inocentes, sendo bombardeados pelos que fazem a guerra em nome da paz. Guerras religiosas santas, politicas, económicas, territoriais, ou apenas por afirmação de supremacia, são toda uma só grande guerra que move uma indústria de armamento. Esta devora milhões e milhões de euros/dólares e mata mais inocentes do que aqueles que realmente são o alvo. Além disso estas verbas sendo investidas, por exemplo em investigação cientifica, para a descoberta de curas para as doenças e epidemias que assolam a humanidade, ou para vacinação e primeiras necessidades dos habitantes de países subdesenvolvidos, resolveriam parcialmente o problema.
De facto, saúde, alimentação higiene, habitação, educação e trabalho são os alicerces da dignidade humana. O direito de um ser humano se sentir igual ao demais é uma dádiva da criação que o homem não aprendeu a respeitar e por isso se assiste a uma competitividade doentia na nossa sociedade, pelos mais diversos aspectos. As pessoas atropelam-se umas às outras, agindo quase inconscientemente e demonstrando uma irracionalidade que faz equacionar o quão evoluída está a raça humana.
Ao discorrer sobre todos os direitos do homem, sente-se um nó no estômago por todos aqueles que neste preciso momento sofrem as atrocidades mais barbaras, exercidas por minorias que detêm o poder e esmagam literalmente maiorias indefesas e que se vem obrigadas a abandonar as suas terras natal por motivos de perigo eminente de vida, muitas vezes, depois de terem assistido ao assassinato de entes queridos “Todo o individuo tem direito à vida, à liberdade pessoal e á segurança pessoal” isto é paradoxalmente irónico e até mesmo bizarro perante a triste realidade de grandes massas humanas que sofrem.
“Ninguém será mantido em escravatura ou servidão…” a verdade é que em pleno século XXI, ainda há literalmente escravatura, veja-se o exemplo do trabalho infantil, ou das crianças que se vêm obrigadas a mendigar para sustentar a pobreza da família, etc. A maioria das pessoas no nosso pais, por exemplo, sente e vive grandes lacunas a vários níveis humanos, essenciais à dignificação da raça humana: o direito ao emprego com um ordenado digno, de forma a suprimir as necessidades mais básicas e outras regalias que qualquer cidadão deveria ter direito. Dentro deste aspecto, o direito à segurança no trabalho, não só em termos pessoais e físicos mas igualmente em termos sociais. Ainda a estabilidade em relação à reforma, é um problema que deixa muito poucos descansados e se tal acontece o cidadão idoso vê-se confrontado com a discriminação existente em relação aos anciãos.
Poderia discorrer páginas e páginas sobre este assunto que nada mudaria na impotência que muitos sentem ao reflectir sobre estes aspectos, mas de facto faz alguma diferença a nossa atitude pessoal em relação a estes aspectos e muitos outros que aqui foram omitidos.
Ter pena não ajuda ninguém, é preciso acção!

Álvaro Guilherme
06 Julho 2009

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